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A história da Bíblia como um livro

A História da Bíblia como um livro.



Estamos naturalmente inclinados a ver a Bíblia como um único volume, com vários livros em seu interior e, ainda, como uma coleção cronológica e/ou sistemática de conteúdo interligado. Provavelmente já imaginamos a Bíblia como um material escrito de uma só vez, como um outro livro, uma enciclopédia, uma coleção que temos à disposição em bibliotecas ou livrarias.


Não é assim. Se fosse, haveria uma única tradução da Bíblia para cada idioma e país, com base naquele UM escrito original. E, ela se parecerei muito, desde a primeira até a última página. A Bíblia, porém, é mais do que UM produto original, UM volume organizado ou UM escrito de uma só vez e, que sendo popular, foi traduzido para diversos idiomas.


A história da Bíblia como livro é tão antiga e tão longa como a própria história que é narrada em seu interior. No entanto, antes de falarmos sobre a história da Bíblia até as nossas mãos, vamos nos familiarizar com o nosso objeto de trabalho, a Bíblia que cada um de nós possui (este sim, o impresso que você utilizará durante o curso).



A Bíblia Católica no Brasil hoje.



No Brasil possuímos algumas versões da Bíblia Católica e, agora, vamos conhecê-las. Como assim algumas versões da bíblia? As bíblias não são todas iguais? Não existe um texto padrão? 


Acontece que não temos hoje à disposição, em lugar algum, uma “Bíblia inteira" que seja contemporânea ao tempo dos Apóstolos, ou mesmo mais antiga, que possamos dar o título de “a primeira”. O que temos são cópias muito antigas, feitas à mão a partir de outras cópias ainda mais antigas. Esses materiais à nossa disposição remontam aos primeiros séculos da igreja, é a partir deles que a bíblia chegou até nossas mãos.


Atenção! Existem algumas diferenças nas palavras empregadas nos textos, quando comparamos essas cópias entre si. Mas, nada extremamente relevante para nosso nível de estudo.


Quando se trabalha com um texto tão antigo, com um idioma tão antigo, o trabalho dos tradutores deve partir sempre da pergunta: Para que tipo de leitor estamos traduzindo e elaborando esta Bíblia? É aqui que nascem as versões de que falamos.


Observe! Uma mesma mensagem precisa ser escrita de formas diferentes quando se quer alcançar a uma criança ou a um jovem, a um adulto ou a um idoso, a um cidadão simples do campo ou a um estudioso universitário. 


Importante! As diferentes versões da bíblia respeitam e preservam o conteúdo original dos escritos bíblicos. Elas empregam palavras ou estruturas gramaticais diferentes, conforme o leitor que desejam alcançar.


Existem várias versões da Bíblia à venda no Brasil, veremos algumas delas, as que mais frequentemente aparecem em uso: a Bíblia Ave-Maria, a Edição Pastoral, a Bíblia da CNBB, a Bíblia de Jerusalém, a Bíblia do Peregrino e a Bíblia TEB.


Bíblia Ave-Maria: Utiliza uma linguagem acessível e mantém a mesma tradução desde a primeira publicação no Brasil. Muito provavelmente é a versão mais difundida atualmente. É o resultado da tradução dos originais por monges da Bélgica, que foi novamente traduzida para o português. Trata-se de uma versão de uso cotidiano e devocional.


Edição Pastoral: Outra versão muito difundida, utilizou de uma linguagem popular na sua construção, tendo trabalhado sobre os originais diretamente para o português. Muito comum nas áreas da catequese, círculos bíblicos, etc. Atualmente possui duas versões: a Edição Pastoral e a Nova Edição Pastoral.



Bíblia da CNBB: a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil achou por bem editar uma tradução oficial da Bíblia para a Igreja Brasileira, a versão da CNBB tem este status. Ela é mais do que uma outra versão para ser escolhida, carrega em si a identidade desta Igreja Local, de seu episcopado e de seu povo. Seu conteúdo foi traduzido do original diretamente por uma comissão de bispos e padres, na conferência episcopal brasileira.

Bíblia de Jerusalém: considerada o melhor material para estudos atualmente existente. Leva este nome devido a Escola Bíblica de Jerusalém, onde as traduções foram feitas. Local onde até hoje são promovidas atualizações e revisões, além de adições aos comentários e notas, de acordo com o que se tem de mais novo nos estudos e descobertas bíblicas.




Bíblia do Peregrino: tradução do padre alemão Luís Alonso Schöekel, teólogo, professor universitário e escritor muito conhecido no campo da teologia. É uma tradução singular e de conteúdo próprio para estudo.



Bíblia TEB (Tradução Ecumênica da Bíblia): Trata-se de um trabalho ecumênico de tradução da Bíblia, realizado na França, por católicos, outras denominações cristãs e judeus, com um riquíssimo conteúdo de comentários e notas. Própria para estudo.




Existem, ainda, outras versões de uso corrente (Vozes, Aparecida, etc.) e as versões históricas para a língua portuguesa (Pe. Matos Soares, Pe. Antonio P. Figueiredo, etc.). Mas, neste momento, importa conhecermos aquelas das quais mais nos servimos em nosso cotidiano.


Do tempo de Jesus até os nossos dias.



A partir de uma visão um pouco mais detalhada das Bíblias a nossa disposição atualmente, como vimos acima, é possível realizarmos uma jornada histórica para compreendermos como a Bíblia chegou em nossas mãos.


Quando lemos um livro da Bíblia, como o Êxodo, por exemplo, que conta a história da formação de Israel, precisamos ter em mente que esse texto não foi escrito enquanto as coisas aconteciam, ele não é o produto de um diário, de uma crônica. Mas, no início, essa história era contada de pais para filhos, de pessoa para pessoa, chamamos isso de tradição oral. Apenas muito tempo depois alguém se sentará com tinta e “papel” para registrar esses acontecimentos, essas histórias, essa tradição oral.


De início, então, a Bíblia era oral, ela estava depositada na memória das pessoas e era transmitida umas para as outras. Então, aqui e ali começaram a ser feitos registros escritos em pequenos pergaminhos (uma espécie de papel), em pequenos rolos e esse material era guardado, com muito zelo, para auxiliar a comunidade na transmissão da sua história com Deus.


Neste ponto, ainda não existe um volume para se chamar de “Bíblia”, o que existe é um amontoado, um acervo de vários escritos. Na sequência, o povo descobrirá a escrita em grandes rolos que, uma vez sendo feitos a partir do couro de animais, podiam atingir vários metros de comprimento. Será nesse período, aproximadamente 500 anos antes de Cristo que a produção literária em Israel aumentará e, também, será neste período que se redigirão textos mais longos, harmonizando e organizando aquilo que o povo trazia consigo de tradição oral e conteúdos escritos.


Exemplo! Os Salmos são frequentemente dedicados a Davi, alguns a Salomão, ambos foram reis, mas não foram reis ao mesmo tempo, nem seria possível. Assim, o livro deve ter sido escrito em algum momento em que já existiam os poemas de autoria dos dois reis, e os mesmos poemas, até então guardados individualmente (ou em sessões), agora estão organizados em um só escrito, mais longo. 


Ainda não temos um único material, volume. Mas, grandes rolos, sagrados por serem a Palavra de Deus, que recolhiam em si a história do povo, as profecias e os demais escritos.


Esse formato existirá até o tempo de Jesus, quando o evangelho (Lc 4, 17) diz que Jesus abre o rolo onde se encontra o livro do profeta Isaías e encontra a passagem que quer ler é justamente prova da forma como os escritos sagrados existiam naquele tempo. Ainda não havia um livro.





Algo parecido com um livro será usado por São Paulo, trata-se do avô do livro, o chamamos de códice, ele tem o mesmo formato do nosso livro atual e era feito de diversos materiais.


O códice, em sua maioria, era composto de madeira e uma forma de papel. Entre as capas, geralmente de um material mais resistente como a madeira, a união de folhas sucessivas permitia que fossem utilizadas na frente e no verso (uma inovação) e, devido a essa possibilidade e as dimensões, ocupavam um volume menor, com mais texto. Isso foi muito útil na expansão do cristianismo, especialmente para as viagens de Paulo (2 Tm 4, 13).


Não significa, porém, que já na época de Paulo alguém tenha tido a ideia de criar um códice com todos os escritos sagrados, uma “Bíblia”. Até porque, como veremos depois, muito material ainda estava sendo escrito e não existia uma lista definitiva de quais textos eram ou não pertencentes à coleção que hoje chamamos de Bíblia.


Serão nesses códices, que mais tarde, se juntarão todos os livros considerados sagrados, resultando assim em uma primeira Bíblia.


Importante! Não temos guardado o primeiro códice,  logo, não temos em nossas mãos, o que poderíamos chamar de a “primeira Bíblia”.


Séculos depois das viagens de São Paulo, a igreja crescente por todo o mundo conhecido, tendo a necessidade de possuir os escritos que lhes auxiliassem na vida da igreja, passou a produzir cópias das cópias dos textos sagrados, trabalho que precisava ser feito a mão, de um códice existente para um em produção, o que demorava meses. Possuímos alguns exemplares desses códices guardados em museus ao redor do mundo.

Códice Vaticanus B, séc. IV

Esse formato de coleção dos livros sagrados em um único volume, resultado da popularização do códice entre os cristãos, continuará sendo usado por toda a idade média até o advento da prensa, quando surgirá o livro como o conhecemos hoje. 

Bíblia impressa, Gutemberg, séc. XV

Este é o itinerário da ação Salvadora de Deus em nossa vida, fazendo sobreviver sua Palavra ao longo do tempo, desde a memória dos anciãos, que transmitiam à comunidade, passando pelos pergaminhos e rolos, que foram quase completamente destruídos na época do exílio, alcançando os códices, que tanto auxiliaram São Paulo em sua missão, até chegar em nossas mãos em um pequeno livro impresso em meio quilo de papel e que, mesmo sendo o volume que mais foi impresso no mundo, em muitas casas passa fechado e esquecido.


Dos livros da Bíblia, o Antigo Testamento.


Como vimos, os livros da Bíblia não foram escritos todos ao mesmo tempo, mas são o resultado de um longo processo dentro da história da salvação. Um estudo detalhado sobre a composição da Bíblia como a temos hoje nos demandaria alguns encontros em separado. Mesmo assim, precisamos compreender sobre a composição da Bíblia para melhor conhecê-la.


O Antigo Testamento, como acabou sendo convencionado chamar, é a coleção dos escritos anteriores ao Messias, Jesus de Nazaré. Sua composição, para nós cristãos, se dá a partir de quatro grandes grupos de escritos: o Pentateuco; os Livros Históricos; os Livros Proféticos e os Livros Sapienciais.


  • Pentateuco é o nome dado ao grupo dos cinco primeiros livros da Bíblia, a única parte da Sagrada Escritura exatamente igual para judeus, católicos e outros cristãos. Nestes cinco livros estão escritas as histórias que compõem a identidade de Israel, desde a criação do mundo até a Terra Prometida. Seu conteúdo nunca foi questionado por nenhum dos grupos acima.


  • Livros Históricos são aqueles que contam a história de Israel após o ingresso na Terra Prometida, como os livros de Josué, Juízes, Samuel, Reis, Crônicas, etc. Aqui encontramos alguns livros que católicos consideram sagrados, mas que judeus ou demais cristãos não consideram.


  • Livros Proféticos são aqueles que narram a ação de Deus por meio de pessoas escolhidas do meio do povo a fim de advertir e reaproximar Israel de seu Deus, são homens suscitados em tempos de dificuldade como Isaías, Jeremias, Oséias, etc.  Aqui também encontramos alguns livros que apenas os católicos consideram como sagrados.


  • Livros Sapienciais são aqueles que tem por tema a Sabedoria, dom de Deus que Israel deve buscar com dedicação, expressão da predileção de Deus por eles diante dos povos. Neste grupo encontramos Salmos e Provérbios, por exemplo. Também aqui existem divergências entre judeus, católicos e outros cristãos.


Atenção! As divergências que existem entre católicos e não católicos, a respeito de quais livros são ou não sagrados no Antigo Testamento teve origem na idade média, por Martinho Lutero. As comunidades cristãs não-católicas optaram por retirar alguns livros de sua versão da bíblia a deixando igual à versão oficial do Antigo Testamento para o judaísmo.


Da lista de livros sagrados para católicos e não católicos.



Como vimos, cristãos não católicos possuem uma lista menor de livros em seu Antigo Testamento que os católicos. Essa lista recebe um termo específico na teologia, chamamos de cânon o conjunto dos livros que são considerados sagrados. Assim, o cânon católico (a lista de nossos 73 livros) é diferente do cânon não católico (onde a lista de livros do Antigo Testamento fica em torno de 39 livros resultando em uma bíblia de 66 livros). Lembrando que não católicos escolheram fixar seu cânon bíblico nos mesmos textos que fazem parte da bíblia dos judeus, a Tanakh.


Importante! As pesquisas bíblicas revelam que no tempo de Jesus, a grosso modo, as comunidades judaicas mantinham entre si uma divergência sobre quais livros deveriam ou não fazer parte dos textos sagrados, seu cânon. Essa divergência começa antes da vinda de Jesus e permanece mesmo depois, por algum tempo. Mas, as falas que possuímos de Jesus nos evangelhos e as citações bíblicas que encontramos em escritos apostólicos nos mostram que Jesus conhecia a mesma lista do Antigo Testamento utilizada pelos católicos, com aqueles livros que, mais tarde, foram rejeitados pelos outros cristãos. Essa tradução dos escritos sagrados para os judeus conhecemos como a Bíblia dos 70, Bíblia dos LXX ou Septuaginta.


Na ocasião em que os judeus decidiram definir uma lista de livros para a Bíblia deles, que corresponde ao nosso Antigo Testamento, procuravam combater ideias que consideravam heréticas para o judaísmo, entre elas o pensamento cristão, que era presente entre os judeus. Eles precisavam fazer algo que não existia antes, elaborar uma lista de quais livros eram sagrados e quais não, o que poderia ser lido em uma sinagoga e o que não. Mas, também, eles precisavam fechar essa lista, definindo a partir de que ocasião, não haveria mais escritos inspirados por Deus (isso excluiria todos os textos cristãos). Para isso, foram definidas quatro regras que deveriam ser utilizadas para decidir se um livro faria ou não parte da Bíblia Hebraica, vejamos: 


 1. O livro deveria ser escrito em hebraico;

 2. Deveria ter sido escrito dentro do território da Palestina;

 3. Deve ter sido escrito até por volta do exílio da Babilônia;

 4. Seu conteúdo deveria estar de acordo com a Torá.


Com isso os judeus passaram a possuir um cânon oficial. Antes disso, no tempo de Jesus, judeus possuíam, como já vimos, duas listas principais, uma com o que corresponde aos 46 livros usados pelos católicos e uma com menos livros. A maior parte dos estudos bíblicos define que em Jâmnia, por volta do século I d.C., as autoridades dos judeus se reuniram com o objetivo de resolver a situação, onde propuseram a lista mencionada acima. Observe que isso se deu após o tempo de Jesus entre os Apóstolos.


Exceto a primeira seção do Antigo Testamento, o Pentateuco, todas as demais seções apresentam diferenças entre católicos e outros cristãos. Isso, devido a medida tomada na idade média para diferenciar as comunidades cristãs prática e teologicamente.


Importante! A diferença que existe entre as bíblias católicas e não católicas, nada tem a ver com uma grande descoberta na Idade Média sobre o que pudesse estar certo ou errado. Essa diferença era conveniente para questões doutrinárias e de diferenciação entre aqueles que continuaram católicos e os que escolheram um caminho diferente.


Jesus usou a versão dos Setenta (católica).


Em Mt 22, 32 lemos: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6)? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos.” (versão ave-maria).


Essa frase, no grego, fica conforme a imagem abaixo (sublinhado em azul):


O texto citado (Ex 3,6) na versão dos Setenta (LXX), que é a versão utilizada pelos católicos:


O texto citado (Ex 3,6) na versão bíblia hebraica:

Mesmo que se trate de uma única palavra dentro da frase, que não muda seu sentido, o importante aqui é comprovar, de forma bem visível, que Jesus conhecia o texto da versão utilizada pelos católicos, como também a conheciam os apóstolos, discípulos e a primeira comunidade. A esse respeito vejamos ainda que Mt 27, 43 cita Sb 2, 13.18.



Da relação de livros.



Abaixo relacionamos paralelamente a diferença entre o cânon bíblico católico e o não católico.


Católica

Não católicos

Antigo Testamento



Gênesis

Êxodo

Levítico

Números

Deuteronômio

Josué

Juízes

Rute

I Samuel

II Samuel

I Reis

II Reis

I Crônicas

II Crônicas

Esdras

Neemias

Tobias

Judite

Ester

Salmos

I Macabeus

II Macabeus

Provérbios

Eclesiastes

Cântico dos Cânticos

Sabedoria

Eclesiástico

Isaías

Jeremias

Lamentações

Baruc

Ezequiel

Daniel

Oséias

Joel

Amós

Abdias

Jonas

Miquéias

Naum

Habacuc

Sofonias

Ageu

Zacarias

Malaquias



Novo Testamento



São Mateus

São Marcos

São Lucas

São João

Atos dos Apóstolos

Romanos

I Coríntios

II Coríntios

Gálatas

Efésios

Filipenses

Colossenses

I Tessalonicenses

II Tessalonicenses

I Timóteo

II Timóteo

Tito

Filêmon

Hebreus

São Tiago

I São Pedro

II São Pedro

I São João

II São João

III São João

São Judas

Apocalipse


Antigo Testamento



Gênesis

Êxodo

Levítico

Números

Deuteronômio

Josué

Juízes

Rute

1 Samuel

2 Samuel

1 Reis

2 Reis

1 Crônicas

2 Crônicas

Esdras

Neemias



Ester

Salmos



Provérbios

Eclesiastes

Cânticos



Isaías

Jeremias

Lamentações



Ezequiel

Daniel

Oséias

Joel

Amós

Obadias

Jonas

Miquéias

Naum

Habacuque

Sofonias

Ageu

Zacarias

Malaquias



Novo Testamento



Mateus

Marcos

Lucas

João

Atos

Romanos

1 Coríntios

2 Coríntios

Gálatas

Efésios

Filipenses

Colossenses

1 Tessalonicenses

2 Tessalonicenses

1 Timóteo

2 Timóteo

Tito

Filemom

Hebreus

Tiago

1 Pedro

2 Pedro

1 João

2 João

3 João

Judas

Apocalipse


Além da diferença na quantidade de livros, como exposto acima, no livro de Ester foram retirados os trechos do capítulo 10 versículo 4 até o capítulo 16 versículo 24. E, no livro de Daniel foram retirados os trechos dos capítulos 3 versículos 24 a 90 e os capítulos 13 e 14.


Este é nosso material sobre a história da Bíblia como um livro, na próxima publicação trataremos dos aspectos, características e doutrinas teológicas a respeito da Bíblia. Boa leitura!

Comentários

  1. A bíblia é um livro completo que não será acrescentado algo mais. entende-se que, o que Deus nos queria falar já está escrito. pode-se fazer alterações , como está dizendo a bíblia de Jerusalém?


    muito bom o texto para a leitura e muito bem explicado , gostei

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    1. As alterações não estão relacionadas com mudanças do que Deus inspirou no homem, mas ajustes no conteúdo a partir de descoberta de exemplares ainda mais antigos do texto bíblico. Na postagem relacionada com a doutrina a respeito da Bíblia essa questão ficará mais clara. Obrigado por participar. Deus nos abençoe.

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