Das 21 cartas constantes no Novo Testamento, 14 são atribuídas a São Paulo. Naquele tempo, existiam dois formatos de cartas, as cartas e as epístolas. Cartas eram escrito mais familiares, também poderiam ser comerciais e/ou políticas. As epístolas eram como que discursos, tratados a respeito de um determinado tema e, na maioria das vezes, eram dedicadas a um destinatário em honra. Nos escritos cristãos, possuímos os dois formatos.
Ainda sobre as cartas de Paulo, a ordem em que as encontramos na Bíblia, não representa a ordem cronológica em que foram escritas, mas uma ordem diferente, que põe em primeiro as cartas dirigidas às comunidades, depois as dirigidas a pessoas em particular, organizando-as todas por seu tamanho. Então, logo se percebe que deveria haver uma gigante coincidência para que também estivessem na mesma ordem em que surgiram.
Importante! Ao validar o parágrafo acima você observará que Hebreus não se encaixa nessa estrutura, isso se dá pois desde sempre a autoria de Hebreus foi contestada, de tal forma, que mesmo atribuído a Paulo, o escrito foi colocado sempre no fim da sessão reservada ao Apóstolo.
Tessalonicenses: escritas em Corinto entre os anos 50 e 52, são consideradas pelos estudiosos como as primeiras cartas de São Paulo e primeiras cartas do Novo Testamento. Elas tratam fundamentalmente da segunda vinda de Jesus Cristo, a Parusia, e da ressurreição dos mortos. O apóstolo chama a atenção para a vigilância e para o trabalho, pois nem a ele foi dado a conhecer quando esses fatos viriam a acontecer.
A comunidade da Tessalônica, era majoritariamente de gentios convertidos, pois junto aos judeus Paulo não teve sucesso. A comunidade gostava de Paulo e lhe tinha carinho, o que não tem relação com as suas dificuldades, para as quais Paulo lhes escreve. O que está acontecendo com a comunidade é, em parte, algo geral no império romano, os imperadores daquele tempo são Calígula e Cláudio, por meio de quem a força do Império decai, também as notícias vindas de Roma e toda a parte, são sempre catastróficas, de maneira que há um sentimento de declínio em todos, mas os cristãos da Tessalônica viam nisso o sinal da vinda de Jesus, para concluir e instaurar o Seu Reino, isso era uma certeza para a comunidade, tanto que alguns pararam de trabalhar já na expectativa da vinda gloriosa, mas não tendo o comer acabavam roubando; outros preocupados de que seus entes queridos já falecidos não tiveram a Graça por parte de Cristo se perdiam no desespero e cediam, entre outras coisas, à luxúria. A carta de Paulo procura catequizar, admoestar, corrigir e confortar os membros dessa comunidade (1 Ts 2).
Paulo tornou a escrever à Tessalônica, pois a questão de quando ocorreria a segunda vinda de Cristo não lhes parecia clara com a primeira carta e, por isso, Paulo recebe novas notícias de que os irmãos estavam agitados a respeito desse tema. Será nessa segunda carta que Paulo relatará os sinais, então, que apontarão para a parusia (2 Ts 2). Pelo seu corpo textual tão próximo da comunidade (1 Ts 1, 5; 2, 1-2.5.9.11) classificamos 1/2 Ts como cartas familiares.
Gálatas: uma das grandes Epístolas, escrita por volta de 54 d.C. durante a terceira viagem missionária (53-58 d.C.), aborda a liberdade dos cristãos ao cumprimento das prescrições judaicas. Havia uma discussão nessa comunidade que Paulo constituiu uma viagem antes, e que agora haviam recebido visita de outros cristãos, oriundos de outro lugar, estes defendiam que eram preciso crer em Jesus e seguir a Lei de Moisés para que se pudesse salvar. Além disso, esses outros, para validar suas teses afirmavam que Paulo não era Apóstolo, mas discípulo dos Apóstolos e que sua pregação era de um cristianismo pela metade. Nesse ponto, o concílio de Jerusalém já havia ocorrido, mas ainda havia uma divergência entre grupos da Igreja sobre ser preciso se converter ao judaísmo para, depois, praticar o cristianismo (esse foi justamente o ponto de decisão do Concílio de Jerusalém que lemos em At 15). Paulo aproveitará essa controvérsia para explicar o valor redentor da Paixão de Cristo pela fé e pelo Batismo (Gl 2, 15-21), sem necessidade alguma de se passar pela observância da Antiga Lei (Gl 2, 1-10). Mas, também dará uma explicação a seu respeito, como Apóstolo segundo chamado de Deus (Gl 1).
Coríntios: outras duas das grandes Epístolas. Na verdade, é muito provável que tenha havido quatro escritos de Paulo a Corinto, do qual temos o segundo escrito como a 1Cor e o quarto escrito como 2Cor, tendo se perdido os demais. Na primeira Epístola, Paulo chama a comunidade à união, prega contra partidarismos (1 Cor 1, 10-4,21) e responde a questões que lhe foram propostas (1Cor 7, 1-40; 1Cor 8,1-11,1; 1Cor 11, 2-34; 1Cor 12-14; 1Cor 15). Na segunda Epístola, Paulo fala da reação da comunidade após a 1Cor (2Cor 1-2), fala de seu ministério (2Cor 3-7,1), fala do restabelecimento de uma relação entre ele e a comunidade (2Cor 7,2-9) e sobre calúnias (2Cor 10-13). Para entendermos as cartas é preciso saber de seus contextos, Corinto era uma cidade portuária, das mais importantes do Império Romano. Ali se multiplicavam as religiões, o culto principal era destinado a deusa Afrodite/Vênus e, nele, a luxúria praticada entre as pessoas, de forma ritual não era apenas aceito como uma regra. Paulo fundou ali uma comunidade entre 52 e 53, depois Paulo seguirá para Éfeso. Paulo fará a sua terceira viagem (com a comunidade de Corinto já fundada) e estando mais uma vez em Éfeso, por volta de 55, escreverá a primeira carta. Nesse tempo aconteceu que em Corinto chegou um judeu chamado Apolo, também alguns cristãos que defendiam a obediência à Antiga Lei e, por fim, outros que se diziam cristãos, mas que não se associavam a nenhum destes, nem a Paulo, dividindo a comunidade em “4 partidos” (os de Paulo, os de Apolo, os de Pedro e os outros). Dessa divisão surgia muita contenda, pois ao passo que alguns seguiam a Lei de Moisés, outros se deixavam “viver” os costumes da cidade. Para escreverá para tratar desse problema.
Essa primeira carta não será o suficiente e por notícias das calúnias que se levantavam contra seu ministério, novamente por não ser considerado Apóstolo e por sua pregação ser dita errada, Paulo escreverá uma “epístola das lágrimas” (2Cor 2, 3-9; 7, 5-12) que não conhecemos, mas que está citada nos escrito de que dispomos. Finalmente, Tito trará notícias melhores de Corinto, que decidira se reconciliar com o Paulo e com sua pregação e é aqui que a 2Cor é redigida.
Serão temas das cartas aos Coríntios:
⁞ na primeira → a diversidade de carismas; a unidade dos cristãos; a censura aos abusos morais mantidos por alguns cristãos convertidos; a natureza do matrimonio e da castidade; a Eucaristia ; a ressurreição dos mortos, e da ordenação dos carismas do Espírito Santo;
⁞ na segunda → a autoridade de Apóstolo, o amor pelos seus filhos na fé e a fortaleza do seu espírito, e o sentido de sua responsabilidade que lhe exige a sua vocação.
Romanos: última das consideradas grandes Epístolas (trata-se de uma categorização dos escritos e não de uma hierarquia de cartas mais ou menos importantes). A mais longa e mais proeminente, profundamente teológica, tem verdadeiro corpo de tratado. Paulo não conhecia pessoalmente os membros daquela comunidade, o que influenciou a impessoalidade que percebemos no texto.
Trata da obra redentora de Cristo (é uma retomada do tempo da carta aos Gálatas). Após uma profunda saudação, mostra a humanidade não redimida, a degradação moral e conclui pela necessidade da Redenção que Cristo realizou, onde se alcança o perdão de Deus e a graça. A salvação provem de Cristo a quem aderimos pela fé, dom gratuito de Deus, não efeito das nossas obras*. A segunda parte da carta São Paulo é uma catequese sobre a moral cristã: “Espírito” nos dá uma vida nova, com todas suas consequências.
*Perceba que Paulo não rejeita as obras, mas afirma que foi por amor gratuito de Deus que nós fomos destinatários da Graça e que pela fé nessa verdade somos salvos, não somos salvos pela quantidade de boas obras que fazemos nesse mundo. Entretanto, Paulo não fala que basta apenas crer nessa verdade e, mesmo isolado do irmão a quem Jesus pediu que amassemos, alcançaríamos o Reino dos Céus.
A comunidade romana não é fundada por São Pedro, na verdade, acredita-se que por ocasião do Pentecostes muitos convertidos eram judeus provenientes de Roma para as festividades religiosas e que voltaram para Roma como cristãos, estabelecendo aí uma comunidade, posteriormente confirmada pelo testemunho de São Pedro. Essa comunidade sofrerá uma primeira reviravolta não com o martírio de Pedro, mas com a expulsão, em 49/50 d.C., de judeus que criavam tumultos em Roma por causa de um homem de nome Jesus. Nessa ocasião a comunidade, antes de maioria judeus convertidos, passará a gentios convertidos. Então, aqui reside o motivo pelo qual Paulo passa a interessar-se por essa comunidade, afinal Paulo não escreve ou interfere em comunidades que não tenha ele próprio fundado, mas Roma agora era uma comunidade cristã de gentios, a quem Paulo se sentia intimamente chamado ao ministério. Paulo tem ideia de ir visitar essa comunidade e a carta aos Romanos é uma carta preparatória para sua visita e passagem, já que almejava ir até a Espanha.
Por que se fala em proeminência da Epístola aos Romanos? Bom, Paulo não tinha assuntos pontuais a tratar com a comunidade, como vemos nos enredos dos escritos até aqui, ele pode fazer desse escrito um pleno documento teológico e assim o faz. O ponto culminante do escrito está no capítulo 8, onde a salvação pela fé em Jesus Cristo toma todas as proporções.
Importante! É sobre a Epístola aos Romanos que os irmãos não católicos constroem sua doutrina sobre a fé, exclusivamente. Se não fizermos uma leitura associada em Romanos com Gálatas e Tiago, não conseguiremos compreender a diferença entre entrar gratuitamente na amizade com Deus e praticar boas obras pois bons nós fomos feitos.
Filemon: escrita no cativeiro de Paulo em Roma, entre os anos de 58 d.C. e 63 d.C. Trata inicialmente da necessidade de Paulo que o cristão Filemon acolhesse a Onésimo, escravo dele que se tinha refugiado em Roma e convertido. O Apóstolo ensina que eles agora são irmãos e assim devem ser tratados. Aqui chamamos atenção ao fato de que Onésimo era de Colossos, cidade da comunidade cristã dos colossenses. Ainda, a controvérsia sobre o destino do escravo não pode ser vista apenas como vontade de Paulo, pois sua vontade foi dar a verdadeira liberdade a Onésimo e o fez pelo batismo, mas a lei romana (com quem Paulo já tinha suas dificuldades) definia que o escravo deveria ser devolvido a seu dono, então Paulo usa da fé de Filemon para transformar a realidade de Onésimo. A carta a Filemon pode ser considerada o primeiro texto de direitos humanos do cristianismo, Paulo ancião (Fm 1, 9), algemado (Fm 1, 10), credor espiritual de Filemon (Fm 1, 19), suplica em favor de um outro filho seu (Fm 1, 10) para que este seja recebido como irmão em Cristo (Fm 1, 16).
Filipenses: escrita no cativeiro de Paulo em Roma, entre os anos de 58 d.C. e 63 d.C. A comunidade em Filipos era constituída por antigos legionários retirados com suas famílias. São Paulo os considerava seus queridos filhos, com uma fidelidade inquebrantável e generosa correspondência, sabemos que Paulo dificilmente aceitava ajuda financeira das comunidades, mas o vínculo com os filipenses parecia favorecer essa ajuda, não para si, mas em favor do seu serviço. Não de outra forma, a carta é enviada aos filipenses junto a um dos seus, Epafródito, que havia ido ao encontro de Paulo levando donativos da comunidade para ajudá-lo. O ponto mais importante é o hino cristológico (Fl 2,6-11) que canta a humilhação de Cristo na sua encarnação, vida morte e sua gloriosa ressurreição. O cenário para esse hino são ao mesmo tempo, de um lado a idade avançada do Apóstolo mais a humilhação do cárcere e do outro lado a perseguição que sofriam na comunidade de Filipos, por causa da sua fé. A alegria com que escreve a carta não é, de forma alguma, o que esperaríamos de um prisioneiro a amigos seus perseguidos.
Colossenses: escrita no cativeiro de Paulo em Roma, entre os anos de 58 d.C. e 63 d.C. Trata-se da comunidade onde Filemon e Onésimo participavam. Colossos ficava a 20 quilômetros de Laodicéia, na Frígia. Uma cidade de povo inclinado à filosofia, dedicavam-se aos questionamentos a respeito da vida, natureza, etc. Paulo não foi fundador da comunidade diretamente, mas no seu tempo em Éfeso (54 d.C. a 57 d.C.) converteu Epafrás (Cl 1, 7) e Filemon (Fm 1), o que fazia de Paulo pai espiritual dessa comunidade. Os colossenses enfrentavam dificuldades doutrinais, talvez devido sua inclinação para a filosofia, se fizeram terreno fértil para pregações distantes daquelas fiéis aos Apóstolos (Cl 2, 8), essas pregações faziam Cristo um ser intermédio entre Deus e a matéria. Outra pregação muito forte nessa corrente era um exagerado culto aos anjos, como verdadeiros influenciadores do cosmos e do homem. São Paulo escreve uma catequese sobre Cristo superior a todos os seres, a todos os anjos a tudo que é criado “em Cristo habita toda a plenitude da divindade corporalmente” (Col 2,9). Paulo, em colossenses, utiliza de palavras próprias dessa corrente herética, para melhor se fazer explicar e defender a reta doutrina, a exemplo podemos ver imagem (Col 1, 19) e plenitude (Col 2, 9), com as quais Paulo corrige a doutrina para Cristo Senhor da criação (Col 1, 15) e primeiro no plano da Redenção (Col 1, 18). Dessa corrente que trouxe problemas para os colossenses, mas tarde surgirão os gnósticos, heréticos. De tal forma que, poderíamos dizer que aqui nos deparamos com a primeira heresia a respeito de Jesus Cristo, fortemente documentada. Atenção para o fato de que esta carta e a carta a Filemon foram levadas ao mesmo tempo de Paulo para os destinatários.
Efésios: escrita no cativeiro de Paulo em Roma, entre os anos de 58 d.C. e 63 d.C. Em falando sobre o mistério de Cristo, da obra da Redenção e da teologia da Igreja, nos deparamos com o ápice dos escritos paulinos. Trata quase dos mesmos temas que vemos em Colossenses, mas mais profundamente e serenamente, novamente com um corpo mais próximo de tratado. Afirma Cristo a cabeça de todos os seres, senhorio absoluto. Em Efésios 1,3-14 há o grande hino de louvor ao plano salvador de Deus dado por meio de Jesus. Contempla o mistério profundo da Igreja na sua unidade e totalidade inseparáveis, instrumento universal da salvação que Cristo criou como Seu Corpo, Sua plenitude, Sua esposa imaculada, para aplicar à humanidade a salvação que Ele realizou com sua morte e ressurreição. Todo fiel deve pois viver a unidade na caridade, pois forma parte de um só corpo com Cristo, animado pelo mesmo Espírito. Paulo era próximo da comunidade de Éfeso, porém não achamos na carta aqueles indicadores que em outras são presentes, como temas mais pessoais e pontuais, isso nos faz crer que Paulo aproveitou do seu bom relacionamento com esta comunidade e fez de sua carta uma carta circular que tratava mais detalhadamente do tema que afligia a Colossos, assim todas as comunidades ao redor daquele poderiam se prevenir de cair em falsas doutrinas.
Timóteo (1 e 2): tratam-se de cartas pastorais que procuravam auxiliar o discípulo de Paulo. Timóteo era de Listra, cidade que Paulo visita desde sua primeira viagem, será a partir da segunda viagem de Paulo que Timóteo passará a acompanhá-lo, foi preso junto com Paulo em Roma e constituído bispo para Éfeso, onde morreu martirizado em 97 d.C. Timóteo aparece no cabeçalho de sei cartas (½ Ts, 2Cor, Cl, Fl e Fm). A pastoralidade das cartas se acha, entre outros motivos, tratarem-se de vida cristã. Estamos diante de duas cartas escritas muito provavelmente após o cativeiro romano e antes de 67 d.C., quando Paulo sofrerá o martírio.
Tito: trata-se de carta pastoral que procura auxiliar o discípulo de Paulo. Tito é convertido por Paulo, membro da comunidade de Antioquia, irá com Paulo ao Concílio de Jerusalém (At 15), será ele quem levará a carta das lágrimas para Corinto (2 Cor 7, 13-15; 2 Cor 8, 6; 2 Cor 12, 17s), esta que não conhecemos. Tito ficará em Creta, como bispo, conforme vemos no conteúdo da própria carta. Tito morrerá em 93 d.C. Esta também é uma carta escrita, muito provavelmente, após o cativeiro romano e antes de 67 d.C., quando Paulo sofrerá o martírio.
Epístola aos Hebreus: trata-se de um escrito que foi objeto de muita divergência na Igreja Primitiva (primeiros séculos), pois nem todas as comunidades cristãs o conheciam ou concordavam com a autoria paulina. Provavelmente foi escrita por um dos discípulos de São Paulo, transmitindo suas ideias, mas não seu “jeito de escrever”, e dedicando-a a ele. Tinha como destinatários um grupo de cristãos provenientes do judaísmo (por isso “aos Hebreus”), na qual predomina um número de sacerdotes e levitas, “gente” versada no judaísmo. A epístola se dirige a eles para os reconfortar na fé, argumentando para eles que os antigos sacrifícios do Templo, e o próprio Templo não eram senão uma figura, uma sombra antecipada da realidade do único sacrifício que é o de Cristo, verdadeiro Templo e Sumo Sacerdote. Aqui São Paulo desenvolve a doutrina sobre o sacerdócio e o sacrifício de Cristo. Atenção, uma prova que levou desde sempre a suspeita de que não foi o próprio Paulo a escrever a epístola aos Hebreus se dá no fato que todas as demais cartas trazem a Antiga Lei como insuficiente e precária, mas aqui ela é suficiente como um prenúncio da dispensação da graça ocorrida em Jesus Cristo. Alguns estudiosos defendem que foi Apolo quem escreveu esta epístola, ele que foi discípulo e muito respeitou a Paulo, embora o ocorrido em Corinto sempre faça parecer que eram adversários, mas não o eram, a comunidade é que se dividira entre um e outro. A epístola aos Hebreus, ao contrário dos outros escritos do corpo paulino (livros do Novo Testamento que são tradicionalmente atribuídos a São Paulo), não trata de um tema pontual e pessoal, mas novamente se aproxima de um tratado. O que é original da “aos Hebreus” é sua identificação com o formato de um discurso, como se fosse a transcrição de pregações feitas a judeus convertidos.
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