São chamadas católicas as cartas de Tiago, 1/2 Pedro, 1/2/3 João e Judas. O termo “Cartas Católicas” tem origem no grego katholikós, que podemos traduzir para “universal, geral, para todos, etc.”. Estas cartas foram reconhecidas como não destinadas propriamente a uma comunidade em particular. Mas, seu conteúdo era de proveito para toda a Igreja e, muito provavelmente por este motivo, elas tiveram lugar no cânon do Novo Testamento mesmo havendo outras cartas de outros autores escritas no mesmo período.
Assim como outros textos do Novo Testamento, a autoria dos escritos é atribuída honorificamente a pessoas importantes para as comunidades, neste caso, os apóstolos Tiago, Pedro, João e Judas (Tadeu). Isso não quer dizer, porém, que a autoria fosse aceita por todas as comunidades, tampouco confirmada atualmente.
Nos ajuda a entender a diferença entre estas cartas e as cartas paulinas o fato de Tg 1, 1 dirigir seu conteúdo às doze tribos da dispersão (todos aqueles que não se encontram em Jerusalém), ou ainda a Judas destinar seu escrito aos fiéis da Ásia Menor e outros cristãos (dando uma maior amplitude em relação aos destinatários que apenas uma e outra comunidade).
Finalmente, concluindo nossa pequena introdução, não podemos deixar de registrar que a ordem das cartas na Bíblia, mais uma vez, não é cronológica, mas está associada à “importância” dos Apóstolos autores para a Igreja no Oriente.
Compões as Cartas Católicas : Carta de Tiago | 1ª Carta de Pedro | 2ª Carta de Pedro | 1ª Carta de João | 2ª Carta de João | 3ª Carta de João | Carta de Judas
Tiago
O Tiago, a quem a carta é atribuída, é “Tiago (filho) de Alfeu” (Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15; At 1,13), que na carta aos Gálatas (Gl 1,19) Paulo chama explicitamente de “o irmão do Senhor”. Ele é mencionado como primeiro dos irmãos de Jesus (Mc 6, 3), filhos de uma Maria (a “outra Maria” de Mt 27, 56.61; 28, 1). Tiago será o bispo de Jerusalém (At 1,13; 12,17; 15,13; 21,18; 1Cor 15,7; Gl 1,19; 2,9.12). É a este Tiago que a autoria da carta é atribuída. Trata-se do comumente chamado “Tiago Menor” que morreu em 66 d.C. e não “Tiago Maior” que é filho de Zebedeu, irmão de João (alcunhados de Boanerges de Mc 3, 17), e que morre em 44 d.C. por ordem de Herodes Agripa do que temos relato em At 12, 2.
A carta que leva o nome de Tiago é escrita em bom grego, o que faz alguns defenderem que não foi o Apóstolo quem escreveu (outros defendem que ele pode ter se servido de um redator). Ao mesmo tempo, quem a escreve se mostra sábio em Antigo Testamento: Abraão é chamado de “nosso pai” (Tg 2, 21); Deus é chamado “nosso pai” numa concepção mais própria do AT (Tg 1, 27; Tg 3,9); traz como inspiração os personagens do AT (Tg, 2, 21; Tg 2, 25; Tg 5, 11; Tg 5, 17s). Logo, precisa ser alguém bem instruído e próximo das práticas judaicas (Tiago foi bispo da comunidade de Jerusalém e antes de tudo era, também, um bom judeu. Então, conhecia os costumes e os escritos).
Embora fortemente judeu, o autor é cristão, chamando Jesus de Senhor (Tg 1, 1; Tg 2,1), aguarda o retorno de Cristo (Tg 5, 7-9).
A carta é escrita para os cristãos convertidos do judaísmo, que se encontravam dispersos pelo mundo conhecido. Ela está voltada para aqueles que criam em Jesus, e mantinham ou detinham a tradição judaica em seus costumes e em sua crença. Estes destinatários passavam por tribulação e, também, dificuldades internas na comunidade.
Provavelmente escrita ainda antes do Concílio de Jerusalém, por volta de 49 d.C. o que faria com ela fosse, de fato, o primeiro texto do Novo Testamento. Isto se supõe pois não se observam indícios de que o Concílio já tivesse ocorrido.
A mensagem de Tiago para estas comunidades têm um corpo sapiencial (como se fosse um revisitado livro de Provérbios), advertindo para a verdadeira sabedoria. Sabe-se que entre os membros das comunidades judeu cristãs havia uma grande diferença social e os mais abastados agiam mal para com os outros, preocupados com coisas desse mundo, sua posição, etc.
!A respeito da questão das obras!
Quando Tiago adverte sobre as obras, ele não está sendo contrário a Paulo. Paulo defende que ninguém pode comprar a amizade com Deus, ela vem pela gratuidade dEle, porque cremos nisso podemos nos fazer filhos no batismo. Tiago se refere a conservar essa amizade, que como vemos em Mt 5-7 passa pelo frutificar dos dons recebidos da parte de Deus. Não se pode ignorar os dons recebidos e esperar permanecer amigo de Deus.
Tiago representa a tradição da sabedoria judaica, a qual agora se torna cristã, não por um novo conteúdo, mas por um novo espírito e uma nova prática, “em Cristo” (Tg 2,1).
Esquema:
1,1-27 Saudação e temas (exortação à constância na provação, oração, ouvir e praticar);
2,1–5,6 desenvolvimento:
- amor fraterno, sem discriminação 2,1-13
- a fé sem as ações é morta 2,14-26
- o poder da língua 3,1-12
- a rivalidade (vs. a sabedoria do alto) 3,13-18
- a cobiça e a maledicência 4,1-12
- a autossuficiência e a riqueza 4,13–5,6
5,7-20 Exortações finais (5,7-11 retomando o começo: a constância na provação).
1 Pedro
Simão, filho de João (Jo 1,42; 21,15-17; Mt 16,17) e seu irmão André eram discípulos de João Batista (Jo 1, 40s). Simão foi chamado pelo Senhor e recebeu o nome de Cephas = Pedro (Jo 1, 42). Durante toda a vida pública de Jesus, ele exerceu papel de destaque (Mt 14,28-31; 17,24-27; Jo 6,67-69). Foi a Pedro que o Senhor prometeu o primado entre os Apóstolos (Mt 16,16-19; Lc 22,31s;Jo 21,15-17). Após a Ascensão do Senhor, Pedro teve atividade primacial na escolha de Matias, no dia de Pentecostes, diante do sinédrio de Jerusalém, na recepção do pagão Cornélio na Igreja (cf. At 1 -5; 8-11; Gl 1,18)
A tradição refere Pedro em Roma, onde morreu como bispo local após ter sofrido a crucificação de cabeça para baixo. A sua sepultura foi encontrada na basílica de São Pedro em Roma. Deve ter morrido no ano de 67d.C.
Esta carta é dirigida a uma região bem delimitada: o norte da Ásia Menor, onde hoje se encontra a Turquia (1Pe 1, 1: Ponto, Galácia, Capadócia, Província Ásia e Bitínia, regiões povoadas com os “bárbaros” locais, com os gregos da classe dominante e com os “colonos” do Império Romano; além de outros povos – judeus, sírios…). Esse dado, mesmo mostrando um destinatário mais pontual, mostra-nos também a amplitude que esta carta deseja tomar.
Ao Apóstolo Pedro a tradição, através de numerosos testemunhos, atribuí a autoria da 1Pd. Até em 2Pd 3,1 encontramos referência a uma carta precedente, escrita pelo Apóstolo Pedro. Ainda que não fosse o próprio Apóstolo a escrevê-la (como sugerem alguns estudiosos) ela se respalda na autoridade do “apóstolo de Jesus Cristo” (1,1) e chefe da igreja de Roma. Na última parte, percebemos que a relação com as autoridades civis já não são boas, o autor assina a carta como se estivesse em Babilônia (5, 13) que era codinome para Roma (Ap 17–18) e símbolo do desterro do povo de Deus (o exílio babilônico).
Reforça a autoria de Pedro o autor se apresentar como testemunha da Paixão de Cristo (5,1); refere-se a Marcos como seu filho – o que corresponde a antiga tradição, que apontava Marcos como colaborador de Pedro; diz-se testemunha ocular e alude aos sermões e feitos de Jesus (3,14;4,14 e Mt 5,10-12 2,12 e Mt 5,16 2,6-8 e Mt 21,42).
Pelo seu pouco estudo, talvez, o Apóstolo Pedro recorre a Silvano para escrever a carta(5, 12). Ora Silvano ou Silas era cidadão romano (At 16,19.37s) companheiro de Paulo na segunda e na terceira viagens apostólicas. Silvano pode ter colaborado para a pureza da linguagem de 1 Pd assim como para dar certo colorido paulino à 1 Pd.
Os destinatários sofriam de várias tribulações (1,6s; 3,14; 4,12; 5,7.9), tratava-se de sofrimentos por injúrias e calúnias que experimentavam por causa da sua vida de pureza, escândalo aos pagãos. Eles eram acusados como malfeitores pelos antigos companheiros de vida desregrada (2,12; 3,16,4,14s), pois agora não queriam delas participar. Assim, o autor da carta enfatiza a dignidade da vocação cristã (2,1-10), a necessidade e fecundidade do sofrimento (1, 6-9), a imitação e a participação da Paixão de Cristo (2,21-25).
Poderíamos datá-la por volta dos anos 63 ou 64 d.C., anteriores a Nero, já que não há essa menção na carta.
2 Pedro
A segunda carta atribuída a Pedro tem passado por longo estudo a respeito de sua autoria, sendo que no início da Igreja (primeiros séculos) muito se discutia que o próprio apóstolo a tinha escrito. Será apenas no século IV que se entrará em acordo sobre o nome do Apóstolo Pedro.
São pontos que confirmam a autoria petrina:
- o nome com que o autor se apresenta em 2Pd 1,1;
- a referência à presença no monte da transfiguração em 2Pd 1,18 (Mt 17,1-9);
- a menção de uma epístola anterior dirigida aos mesmos leitores e que seria a 1 Pd; cf. 2Pd 3,1;
- a designação de “irmão caríssimo” atribuída a Paulo, em 3,15;
- a referência à proximidade da morte, predita por Jesus, lembra Jo 21,18s (2Pd2,13-15).
Levantam dúvida sobre a autoria petrina:
- a linguagem e o estilo da 2Pd são muito diferentes da 1 Pd;
- mudam-se a maioria das palavras, mesmo quando indicam os mesmos acontecimentos;
- em 2Pd 3,16 parece que as cartas de Paulo já fazem uma coleção (o que teria de ser após a morte de Paulo e, provavelmente, de Pedro);
- desacreditar da segunda vinda de Cristo seria algo mais tardia que os Apóstolos (2Pd 3,8s).
- a 1 Pd anunciava a parusia como próxima (1 Pd 4,7; 5,1);
- se fala em uma primeira geração como passada (3,4);
Frente a todos estes motivos, a autoria da carta é de difícil definição, podendo ser do Apóstolo, ou de um outro redator próximo, como Silvano, ou ainda um outro discípulo que escrevera a partir dos pensamentos de Pedro e lhe atribuiu a carta para dar-lhe mais autoridade. Ainda, como se verá, a 2 Pedro possui muita similaridade com a carta de Judas, que pode ter servido de apoio a quem redigiu o documento.
Esquema
A carta fala de si mesma como a “segunda carta que vos escrevo” (3, 1). É um testamento pastoral de Pedro, como 2 Tm foi para Paulo. Ela reanima a fé na vinda de Cristo e adverte a reta doutrina e interpretação (inclusive dos textos paulinos).
1,1-2 Saudação
1,3-21 A verdade a nós transmitida
2,1-22 Os falsos mestres
3,1-16 Desânimo e vigilância: Deus não tarda
3,17-18 Exortação final
Para muitos essa carta seria o último escrito da Bíblia cristã, datando-a por volta do ano 100 d.C. Sendo, portanto, distante da 1 Pedro, em grande parte por sugerir já haver um conjunto de escritos cristãos
Judas
O autor da carta é “Judas [...] irmão de Tiago” (v. 1), conforme Mc 6, 3 e Mt 13, 55. Embora os primos de Jesus fossem hostis ao Senhor (Jo 7,2-5), alguns creram nele mais tarde (At 1,14) e, até mesmo, atuaram em favor da Igreja (1 Cor 9,5).
Estamos diante de outro escrito que passou por dificuldades até ser considerado canônico. Isto, em parte, pois Judas cita dois livros apócrifos (a Assunção de Moisés Jd 1, 9 e o Apocalipse de Henoque Jd 1, 14s), só quando se entendeu que citar apócrifos não significa dizer que eles também eram canônicos ou inspirados é que Judas pode, enfim, ser aceito pela Igreja Universal.
Escrita para cristãos convertidos do paganismo e de origem judaica tem por tema o combate aos intrusos, indivíduos que tomavam lugar na comunidade sem, com isso, viverem uma verdadeira conversão, tornando-se contratestemunho. Há quem defenda que Judas escreveu para os mesmos a quem Tiago escreveu, o que justificaria apresentar-se como o “irmão de Tiago”.
Esses intrusos, talvez, pudessem ser discípulos de Simão Mago (At 8,18-24), de onde se constituirá as bases da doutrina herética da gnose no século II (a partir do ano 101 d.C.).
A carta deve ter sido escrita entre 62 d.C. (morte de São Tiago) e 66 d.C. (início da guerra dos judeus contra Roma).
Esquema
1-2 Saudação
3-4 Objetivo: combater os “intrusos”
5-16 Os três castigos clássicos do Antigo Testamento (v. 5-7) devem ser aplicados a eles (v. 8-16)
17-23 Exortação à comunidade
24-25 Um “bendito” para terminar
!Uma comparação entre Judas e 2 Pedro!
Como mencionado acima, Judas e 2 Pedro possui muita correspondência entre si. Didaticamente, para facilitar a percepção a este respeito, abaixo sugerimos a leitura comparada. Lembrando, a carta de Judas tem apenas um capítulo, motivo pelo qual os seus versículos são indicados diretamente após a sigla da carta:
Jd 4 –> 2Pd2,1
Jd 6 –> 2Pd 2,4.9
Jd 7 –> 2Pd2,6
Jd 8 –> 2Pd2,10
Jd10 –> 2Pd2,12
Jd11s –> 2Pd 2,13-15
Jd13 –> 2Pd2,17
Jd16 –> 2Pd2,18
Jd17 –> 2Pd3,1s
Jd18 –> 2Pd3,3
Este é um grande motivo pelo qual os estudiosos defendem 2 Pd como dependente de Judas, e não vice-versa, pois já vimos o cenário sugerido pela 2 Pedro é muito mais tardio.
1 João
A 1 João é atribuída ao Apóstolo de mesmo nome desde os primeiros séculos, em defesa dessa tese está a similaridade entre 1Jo e Jo (um autor contemplativo, que percebe a verdade nas coisas mais simples, usa um vocabulário simples, porém rico de significado). Ex.: 1 Jo 3,4.5.6.7.8.9 comparado com Jo 8,44.46-47.49.50.54
Ainda, o autor diz que é testemunha ocular do que narra (1Jo 1,1-3; 4,14; Jo 1,14; 19,35), o que o coloca entre aqueles mais próximos de Jesus. Também diz que escreve e escreveu, o que parece sugerir haver outro texto dele de conhecimento das comunidades (o evangelho de João)
Em relação a mensagem, para 1 Jo Jesus é Messias, o Filho de Deus, enviado pelo Pai. Didaticamente sugerimos a leitura comparada:
1Jo 1,1s –> Jo 1,1-4
1Jo 2,2 –> Jo 11,51s
1Jo 4,9 –> Jo 3,16s
1Jo 5,6 –> Jo 19,34s
1Jo 5,12 –> Jo 3,36
1Jo 5,20 –> Jo 17,3
Os destinatários são leitores que correm perigo por parte de falsos pregadores, que tentam separar Cristo-Deus e Jesus-homem (1Jo 2,18-22.26; 4,1-3.14s; 5,1.5-13). Esta pregação negava que, por ocasião da Paixão, o Filho de Deus estivesse unido à humanidade de Jesus; em consequência, negava que a Redenção tenha sido obtida mediante o sangue do Filho de Deus. É a mesma heresia combatia no Evangelho escrito por João.
Essa heresia vinha de um homem chamado Cerinto, para ele Jesus foi um homem, filho de José e Maria, que se uniu ao Filho de Deus por ocasião do Batismo. Jesus possuía ciência elevada e fazia milagres, mas antes da Paixão o Cristo (Deus) deixou Jesus, do contrário como poderia sofrer e morrer? Em respostas 1Jo fala tanto da realidade da Encarnação (1,1 -3), da identidade de Jesus Cristo-Filho de Deus (4,14s; 5,1.5), da Redenção realizada pelo seu sangue (1,7).
Há, ainda, quem diga que já na época de 1Jo o gnosticismo já estava presente, motivo pelo qual em 2, 27 faz alusão ao tema (os primeiros vestígios do gnosticismo remontam o séc. II)
Esquema
Escrita para comunidades da Ásia Menor ameaçadas por heresias, desenvolve:
1,1-4 é proposta a comunhão com Deus;
1,5-2,28, Deus Luz (1,5-7); o homem une-se a Ele caminhando na luz (1,8-2,28).
2,29-4,6, Deus como o Justo por excelência (2,29); o homem une-se a Ele praticando a justiça, e vivendo a filiação divina (3,1-2); o filho de Deus não peca (3,3-10), pratica a caridade fraterna (3,10- 24), crê em Jesus, Filho de Deus encarnado (3,24-4,6).
4,7-5,12 Deus é apresentado como Amor (ágape);
2 e 3 João
O autor destas duas cartas, segundo a tradição é o mesmo João evangelista. Confirmam essa tradição os fatos que seguem:
Quem escreve é chamado de “o ancião” (2Jo 1 e 3Jo 1), o que indica sua dignidade e lembra o título que os discípulos atribuíam a João em Éfeso na sua velhice (como é possível observar em textos dos primeiros padres da Igreja como Papias, Eusébio, Irineu, Origines, entre outros).
Outro ponto é o fato do tema se preservar desde o evangelho, passando pela 1Jo e chagando em 2 e 3 Jo. Fala-se do amor (2Jo 5; 3Jo), de Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem (2 Jo 7), “amar na verdade’ (1Jo 3,18; 2Jo 1; 3Jo 1), “caminhar na verdade, nas trevas” (Jo 12,35; 1Jo 2,11; 2Jo 4; 3Jo 3), “dar testemunho” (Jo 21,24; 19,35; 3Jo 12), “ser de Deus” (Jo 8,47; 1Jo 3,10; 4,6; 3Jo 11) e possuem a mesma a conclusão em 2Jo 12 e 3Jo 13s.
Poderíamos dizer que 2Jo tem corpo de compêndio da 1Jo, escrita a uma comunidade a qual o Apóstolo espera visitar em breve (2Jo 12). Já a 3Jo é dirigida a Gaio, alguém de quem não temos informação, o texto louva a atitude de Gaio para com os pregadores da fé, ao passo que o bispo do lugar, ambicioso, resistia à autoridade do Apóstolo e não recebera os seus enviados.
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